[Resenha] – ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ – Filme

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Pôster oficial do filme, que está em cartaz em muitas cidades pelo país!

 Filme: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Diretor: Daniel Ribeiro
Roteiro: Daniel Ribeiro
Nacionalidade: Brasil
Gênero: Longa-metragem
Duração: 96 minutos
Classificação: 12 anos

Elenco Principal: Guilherme Lobo, Fabio Audi, Tess Amorim, Isabela Guasco

Sinopse Oficial: Leo é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo novo para a vida dele.

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No último dia 13 deste mês, reencontrei com alguns amigos meus da escola em um cinema bastante exótico* de Belo Horizonte. Como é bom dar risadas e ver pessoas que a gente gosta, não é mesmo? Ainda mais vendo um bom e excelente filme brasileiro! Oi!? Como assim!? Eu, elogiando um filme feito pelo Brasil, ainda mais em uma produtora não muito conhecida? É minha gente, o mundo dá voltas e tudo pode acontecer, rs!

Deixando pra lá esse blá blá blá de introdução que é de praxe, vamos comentar sobre o  filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Sendo um extensão do curta metragem Eu Quero Voltar Sozinho (2010), o filme conta a história de um menino cego, chamado Leonardo (Guilherme Lobo) que vê sua vida transformada, a partir do momento em que uma pessoa maravilhosa – diga-se de passagem – entra na sua vida inesperadamente.

Acima (da esquerda para a direita): Magnum, Jáder, Victor, Fernanda e Lucas. Abaixo: (da esquerda para a direita): Tatiane e Eu (Arthur).

Logo na primeira cena vemos o jovem dentro da sala de aula assentado na primeira carteira ao lado da janela. Por ser cego e para uma melhor comodidade ele usa uma máquina em braile e, claro, tem a ajuda de sua melhor amiga Giovana (interpretada pela atriz Tess Amorim). Aos poucos somos apresentados à vida do rapaz e vemos as suas delimitações e dificuldades. O mais bacana do filme é que ele não força o público, impondo um estereótipo sobre esse assunto, mas em todos os que são retratados durante todos os rápidos 96 minutos de duração.

Seguindo essa linha de raciocínio, podemos ver como é abordado a homossexualidade na vida de Leo que pelo menos para mim, foi de uma forma bastante natural. Qual jovem (meninas também) nunca ficou frustrado(a) com o seguinte questionamento: quando será o meu primeiro beijo? Com quem será? Essas dúvidas ficaram martelando durante um período na cabeça do pobre Leo que quando aconteceu, saiu completamente diferente do que esperávamos, depois de vermos a sua cena original. Quem não se lembra da cena do beijo entre Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) na série de filmes Harry Potter? Então, bem-vindos ao clube dos surpreendidos, pois a cena foi melhor ainda… HAHAHAHA

Opa! Estou esquecendo de dizer quem é o pretendente. O rapaz se chama Gabriel (Fabio Audi) e ele aparece e assenta justamente atrás da carteira de Leo. Clichê? Não mesmo! Ao longo de todas as cenas somos apresentados a pequenas situações que os adolescentes vivenciam na escola (Ensino Médio), mas os atores tem uma química (adoro essa palavra, será porquê? Rs!) tão boa e natural que nós nem ligamos muito para isso.

A questão da superproteção dos pais do Leo, principalmente vindo da mãe é um assunto delicado na família do jovem, pois o medo de que nada aconteça com ele é evidente e coerente. Mas, todos os papais e as mamães tem que perceber que seus filhos uma hora, deixam de ser crianças e precisam andar com suas próprias pernas. Resumindo: LIBERDADE! Pelo menos, os do Leo viram um pouco disso e se tiver o Dois, isso poderá ser apresentado com mais profundidade.

Foto do elenco nos bastidores!

Outros assuntos bem interessantes que vem no pacote ao assisti-lo são: bullying na escola, briga entre amigos, uso de bebidas para alcoólicas entre jovens e um pouco, bem superficialmente, sobre sexo.

‘“Hoje eu quero voltar sozinho” é um filme que retrata com naturalidade e sutileza a homossexualidade. É um tapa na cara da sociedade preconceituosa, machista, que oprime, que falta com respeito, que prolifera a violência e desmoraliza. É para poucos, porque requer sensibilidade para compreender e se emocionar. Um roteiro simples, mas com uma história rica, com filmagens lindas e atuação ímpar. Tudo numa linguagem (verbal e não verbal) desenrolada, como de fato é no universo jovem. E eu que achei que não assistiria outra história tão bela e engrandecedora sobre este assunto quanto Tomboy.’

Bom, eu não sou leigo em cinema, nem quero ser (amo séries e não largo isso nem que me pague!), mas eu gostei muito do que eu assisti. Não vou falar sobre assuntos técnicos, mas para quem quer se descontrair e assistir uma coisa natural, divertida e engraçada eu indico o filme. Tomara que ele consiga atingir os grandes cinemas do país, pois será um grande sucesso, com certeza!

Com informações do Adoro Cinema (aqui) e (aqui).

PS¹: * O cinema é exótico porque lá (Cine Belas Artes), só passa filmes não-blockbusters. Ou seja, filmes que não vieram de grandes incubadoras, como Hollywood ou Globo Filmes. Vale a pena investir nisso!
PS²: Esse post é uma homenagem a minha amiga, Gabriela Pagano, pois hoje é o seu aniversário! Como presente, além de ganhar uma sessão exclusiva em sua cidade, ganhou uma resenha especial! Parabéns! =)
PS³: Para quem quiser saber maiores informações sobre o filme, basta curtir a página do mesmo no Facebook e ficar ligado por todas as informações. Além de fotos e fatos dos bastidores, lá têm entrevistas exclusivas e promoções de brindes.

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2 comentários sobre “[Resenha] – ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ – Filme

  1. Gostaria de dizer que achei LINDA a homenagem pelo meu aniversário! :)) Eu estava louca para ver esse filme e fiquei feliz, primeiro, porque gosto muito de você, segundo porque o filme está abrindo portas e corações para o cinema brasileiro (que eu já admiro muito!).

    Adorei sua resenha, você tem muita sensibilidade para perceber as coisas, para sentir o filme, as cenas, e é muito gostoso poder ler essa experiência! Também não tinha me atentado à representação da importância do primeiro beijo no cinema, como aconteceu em Harry Potter (e, sendo adolescente na época do filme, lembro que foi um alvoroço! haha). Sua crítica foi assim, sensível, bonita, humana, como o próprio filme que você resenhou!

    Sei que você não é apaixonado por cinema e prefere as séries, mas só posso pedir que você continue nos presenteado com outros textos como esse! Você é demais! Um beijão! Te adoro!

    • Fico muito feliz que tenha gostado da surpresa, e caiu super bem! =)
      Acho que o filme foi um pontapé para eu começar a criar o meu lado crítico para essa área. Vou ir devagar, mas uma hora estarei craque nisso também. Pode deixar que eu continuarei ao máximo, escrevendo desse jeito. E a tendência é para melhor. Aliás, foi a senhorita que me ajudou nessa formação. Quanta honra né? Beijos! =)

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