15 Razões para você se tornar um verdadeiro Pulseira Vermelha!

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Uma das coisas mais difíceis para nós, seriadores de plantão, é conhecer as séries “desconhecidas”, ou melhor, aquelas que nós nunca imaginávamos assistir na vida. Por isso, é sempre bom atualizar a sua lista, não só com os grandes lançamentos da Fall Season, mas também com aquelas atrações fora do eixo EUA-Reino Unido.E, por falar em ampliar horizontes, conversando em um grupo de amigos no Facebook sobre novos seriados (claro, porque já assisto 33 e acho esse número pequeno), me deparei com Polseres Vermelles, que teve a sua estreia em 2011. A série não é muito conhecida aqui no Brasil pelo fato de ser espanhola, mas apresenta uma história magnífica que vale a pena ser explorada. Está afim de ser convencido(a) à assistir? Então vamos lá:albert

15 – É baseada em fatos reais

Polseres Vermelles foi inspirada em um livro chamado O Mundo Amarelo (publicado pela editoraVersus aqui no Brasil), do autor e roteirista (do seriado) Albert Espinosa, no qual ele conta a sua história de vida. Quando ele tinha 13 anos de idade foi diagnosticado com câncer e a partir disso, teve que passar por muitas cirurgias, transformando completamente o seu ser. A lição que ele aprendeu foi que O triste não é morrer, mas sim não viver intensamente. E qual a melhor forma de compartilhar essa experiência com as pessoas? Escrevendo um livro e produzindo uma série televisiva. Genial, não é mesmo?

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14 – É uma série médica cujo foco é os pacientes – não os “draminhas” dos médicos

Todo mundo está careca de saber que a maioria dos seriados médicos, atuais e antigos (algum fã de ER e Grey’s Anatomy por aí?), focam os seus dramas nos médicos e nas dificuldades que estes enfrentam todos os dias na prática médica. Só que em Polseres a situação é bem diferente, pois os personagens principais são pacientes. Mas se engana quem pensa que eles passam o dia todo deitados assistindo televisão. Nada disso! Existe até uma escola lá dentro, e a vida deles é mais agitada do que a de muitas pessoas não hospitalizadas.

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13 – O remake americano, Red Band Society

A falta de criatividade de muitos roteiristas e produtores americanos faz com que eles levem adiante muitos remakes e spin-offs. A emissora Fox não foge dessa regra e estreou na última Fall Season a série Red Band Society, que também conta a história de jovens que passam por grandes superações em suas vidas em um hospital. A produção é de Steven Spielberg (Under the Dome), e a série teve um piloto espetacular (Confira aqui as nossas Primeiras Impressões), apesar das diferenças entre as duas produções. Contudo, nem o apelo pelo câncer ou o fato dos personagens serem tão jovens foram suficientes para que a série tivesse uma boa audiência. O público não aceitou muito bem a nova produção e hoje em dia, o seriado corre um grande risco de cancelamento, e nem mesmo todos os 13 episódios encomendados foram exibidos.

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12 – Os Pulseiras Vermelhas

Apesar das dificuldades diárias que os personagens sofrem neste ambiente de muitas cirurgias e exames, eles nunca estão só, pois existem Os Pulseiras Vermelhas, o grupo de amigos do Hospital Miramar. Esse nome foi dado pelo personagem Lléo (Àlex Monner), após a chegada de Jordi (Igor Szpakowski), que recebeu de seu novo amigo, a sua primeira pulseira vermelha antes da cirurgia, mostrando que a amizade é mais forte que tudo. A partir desse fato, os dois vão à caça de mais quatro jovens para comporem o grupo, onde cada um vai ter a sua pulseira, pois como diz o ditado: A união faz a força!

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11 – Lléo, o líder da gang

Com apenas 15 anos de idade, Lléo (Àlex Monner) já teve a sua perna amputada e luta diariamente pela cura de um câncer. Como é o mais velho do hospital acabou se nomeando o líder do grupo, que tem uma personalidade forte e cativante, chamando a atenção de todos os médicos e enfermeiros que trabalham no hospital. Passa muito tempo de seu dia andando com a sua cadeira de rodas.

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10 – Jordi, a Mão do Rei

O jovem garoto (interpretado por Igor Szpakowski) de 10 anos se assustado com a grave notícia de que tem câncer de tíbia (tipo de câncer ósseo). Ele também tem uma das pernas amputadas e encontra na mãe sua maior apoiadora. Como o garoto divide o quarto com Lléo, eles viram grandes amigos.

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9 – Ignasi, o (pseudo) arrogante

Ele estava apenas jogando futebol na escola e após um pequeno desentendimento com um colega, Ignasi (Mikel Iglesias) desmaia e é levado às pressas ao hospital. Causa? Teve um ataque cardíaco. Com apenas 13 anos. No começo ele não quer se relacionar com ninguém, sendo um menino extremamente metido, mas no fim acaba se rendendo aos Pulseiras.

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8 – Toni, o cérebro da operação

Toni (Marc Balaguer), de 15 anos, é um garoto muitíssimo inteligente que chega ao Hospital Miramar para ajudar seus futuros amigos. Após sofrer um grave acidente de moto, ele tem 12 osso de seu corpo quebrados e tem que passar por uma séria reabilitação. Ele também possui uma doença chamada Síndrome de Asperger, bastante parecida com o Autismo, uma das causas dessa inteligência toda.

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7 – Roc, a cola do grupo

Esse pode ser considerado o mais fofo e simpático personagem (interpretado por Nil Cardoner) de toda a história. Logo no piloto conhecemos esse garotinho que narra todos os acontecimentos daquele lugar. Apesar de estar em coma ele se comunica com todos os seus amigos (não irei contar como, pois é muito divertido) de uma forma diferente. Divide o quarto com Ignasi e sua mãe, com todo amor e carinho, se veste de palhaço para não deixar morrer a última esperança que brota no pequeno garoto.

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6 – Cristina, a Luluzinha

Por fim, lhes apresento Cristina (Joana Vilapuig), uma menina com uma personalidade bastante complicada. Ela foi diagnosticada com anorexia e é um sufoco para a sua irmã faze-la comer até mesmo uma pequena fruta. É a única menina do grupo, sendo bastante esperta em muitas situações e também está a bastante tempo no hospital.

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5 – Aprender um pouco de catalão

Não é à toa que Polseres Vermelles se torna única e apaixonante, pois os seus diálogos são extremamente naturais e divertidos. O sotaque catalão é bem engraçado e gostoso de se ouvir. Tenho certeza de que depois de começar a assistir você vai correr as pressas para um cursinho de línguas e começar a estudar o idioma.

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4 – Shippar – até mesmo triângulo amoroso

Está aí uma coisa que todo seriador, mesmo que não dê o braço a torcer, adora ver: uma boa trama romântica enrolada. Não é atoa que já fizemos um especial sobre isso, e quem disse que não se podes namorar em hospitais? A enrolação toda começa quando Cristina desperta alguns sentimentos em Jordi e Lléo, que já está no pedaço a mais tempo, fica enciumado. Mas afinal, quem vence essa disputa pelo coração da jovem? Será que vai rolar um triângulo amoroso? Só assistindo para descobrir!

3 – A belíssima trilha sonora

Não adianta ter bons atores ou um ótimo roteiro se a música não combina com todo os detalhes para se chegar a cena perfeita. Uma das características fortes da série é a sua trilha sonora, com música inspiradoras, para cantar entre amigos e até mesmo debaixo do chuveiro. O vídeo acima é de uma das músicas de maior sucesso, do cantor Lluís Cartes, intitulada Eu Teu Tresor. Qualquer emoção envolvida é somente uma mera coincidência ao ouvir essa canção, pois o pop rock catalão é super agradável.

2 – A série está disponível no YouTube – e legendada!

Se poder assistir ao seu seriado predileto online e legendado já é difícil em vários sites, imagina no YouTube? Mas, o canal Adelan TV disponibilizou a série e atualmente está colocando no ar a segunda temporada da série. É um canal super organizado que responde as dúvidas das pessoas nos comentários. Não precisa ter dor de cabeça com downloads demorados nem nada. Porque continua aí esperando? Corre e começa 2015 em grande estilo – antes que saia do ar!

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1 – A terceira temporada está confirmada

Essa notícia é ótima para todos os Pulseiras Vermelhas de plantão, assim como eu. Mas, infelizmente, esse nova temporada vai demorar para estrear, pois os produtores querem mostrar o crescimentos dos personagens na vida adulta. Teremos que esperar até mesmo quatro anos, para que esses jovens atores perderem as carinhas de crianças que ainda possuem. Que tal, enquanto aguardamos os nossos queridos personagens crescerem, assistirmos a série?

Bem, espero que tenham gostado da minha dica! Polseres Vermelles é cativante, com um roteiro sincero, e poderá aflorar a sua sensibilidade. Ah, e descubram o surpreendente Mundo Amarelo de Albert Espinosa.

P.S. 1: Gostaria de agradecer imensamente a minha amiga querida Rosangela Souza, que me indicou a série. Me apaixonei de vista e não vou largar nunca mais!

P.S. 2: Se você se interessou pela trilha sonora e deseja ouvir os 39 sucessos que embalam a primeira temporada é só clicar aqui para baixar e ouvir!

 Texto originalmente publicado no TeleSéries.

Primeiras Impressões – ‘Red Band Society’

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Baseada na série espanhola Polseres Vermelles, a série Red Band Society estreou na última quarta-feira, dia 17/9, trazendo alguns aspectos inovadores para a nova versão americana – produzida pelo Steven Spielberg (Falling Skies).

“Sorte não é ter o que você quer. É sobreviver ao que não quer.”

A história se passa em torno de um grupo de adolescentes que acabam se tornando amigos em um hospital. Primeiro somos apresentados ao garotinho Charlie (Griffin Gluck, de Private Practice), que está em coma, e que com o seu jeito todo acolhedor nos narra a história de cada um dos “moradores” do hospital. Depois, ao longo dos 44 minutos do piloto, fomos apresentados ao resto do grupo de seis amigos que formam a Sociedade dos Pulseiras Vermelhas (em tradução livre): os dois garotos que tem câncer que dividem o quarto, o próprio garoto que está em coma, o jovem que tem fibrose, a anoréxica e a jovem líder de torcida que tem problemas cardíacos e que precisa de um novo coração.

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Tentarei não comparar Red Band Society com a produção original, pois esse nova versão é totalmente independente e insere alguns aspectos americanizado na trama, como por exemplo a uso de iPhones, tanto para jogar Candy Crush como para fazer ligações de emergência, a referência ao livro Crepúsculo e a linguagem jovial, o que acaba tornando a série uma dramédia acaba divertindo a todos que a assiste, apesar de todos os clichês apresentados de uma forma bem descontraída.

“Sua alma é você e nunca poderão mexer nela.”

Outro aspecto interessante é que o seriado foca na vida dos pacientes e não nos grandes dramas dos médicos, que são o foco de grandes sucessos como Grey’s Anatomy e House. A partir de tal fato, o hospital pode ser um lugar transformador, apesar de toda a estereotipagem que se tem do mesmo, como um lugar frio e bastante triste. Com as vivências e as histórias de vida dos pacientes podemos ver que qualquer jovem ou pessoa doente pode sim ter uma vida boa e divertida no hospital, dentre de suas possibilidades. Para exemplificar: os quartos dos adolescentes tem uma decoração própria, com livros, CD’s, pufes pelo chão, e até o consumo de cigarros, bebidas alcoólicas e drogas (claro que tudo escondido).

Red Band Society

Para finalizar não posso deixar de mencionar a belíssima trilha sonora da trama, com músicas atuais e conhecidas por todos. As cenas finais do piloto foram ao som de Every Teardrop is a Waterfall da banda Coldplay, e que mostra que esses personagens que tem um grande potencial para se tornarem inesquecíveis.

P.S. 1: Se você deseja se tornar um Pulseira Vermelha igual a mim, venha me acompanhar semanalmente nas reviews da série aqui no TeleSéries;

P.S. 2: Menção honrosa a Polseres Vermelles que é uma excelente série espanhola e que será citada em breve na nossa coluna 15 Razões.

P.S. 3: Fiquem ao som do Colplay como o pontapé para vocês assistirem ao piloto.

Texto originalmente publicano no site TeleSéries.

Veja como apenas um ursinho de pelúcia pode mudar a sua vida

Hospital Amaral Carval

Voltei de vez! Mas eu voltei antes da hora, pois iria preparar um post interativo e tudo o mais… Mas, depois de ver ISSO, pensei que valeria a pena correr o risco de fazer um post corrido, pois o vídeo me deixou engasgado. É literalmente impossível, NÃO se emocionar, pois isso é AMOR, isso é MEDICINA, isso é o MEU FUTURO.

Deixa então, eu explicar para vocês o que está acontecendo: o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, em São Paulo, desenvolveu um brinquedo que promete revolucionar a vida de pequenos pacientes com câncer. Como esses pequenos anjinhos ficam muito tempo dentro do hospital, internados em isolamento, a equipe de médicos e administrativa desenvolveu um grande e conhecido amiguinho de todos nós. Quem não se lembra do pequeno urso de pelúcia, que você dormia abraçadinho quando era criança?

Bem, mas esse urso tem um diferencial: ele une-se à tecnologia dos dias de hoje e origina-se o Elo, que leva mensagens de áudio de familiares de amigos, via Whatsapp, às crianças do hospital.

Confira o vídeo logo abaixo:

Como se sentiu? Ficou também engasgado? É foda não é mesmo? O vídeo é auto explicativo, então, mais uma vez estou sem palavras.

Coisa mais linda de se ver é isso. Mais um grande incentivo que percorre o meu sangue, para que um  dia, eu esteja cuidando de crianças ou idosos com esse problema. #Medicina #chorei #muito ❤

Com informações do Brasil Post.

[Resenha] ‘Por um Fio’ – Drauzio Varella

Livro: Por um Fio
Autor: Drauzio Varella
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 218
Ano: 2004

Sinopse: Em Por um fio, está de volta o narrador sensível e cuidadoso de Estação Carandiru, que, contando histórias reais, reflete sobre o impacto da perspectiva da morte no comportamento de pacientes e seus familiares. Drauzio Varella especializou-se em oncologia numa época em que o câncer era visto com tanto horror que nem sequer se pronunciava essa palavra – dizia-se “aquela doença” – e desde então convive cotidianamente com doentes graves. Em Por um fio, ele relata histórias que põem o leitor diante de questões delicadas, difíceis mesmo para quem lida com elas em sua rotina profissional. De um lado, a reação dos que se descobrem doentes, que vai da surpresa à revolta, do desespero ao silêncio e à aceitação. Do outro, a atitude dos parentes, que varia da dedicação incondicional à pura mesquinharia, da solidariedade ao abandono. E Drauzio conta ainda episódios surpreendentes de mudança de vida, como se a visão da morte fosse quase uma libertação, um divisor de águas que confere novo sentido ao porvir.

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A Medicina para mim é uma das áreas mais magníficas que eu admiro e vou admirar pelo resto da minha vida. Não foi atoa que eu peguei este livro para ler, pois foi de uma orientação do médico da minha mãe, pois em uma de suas consultas mencionei o meu fascínio pela oncologia e ele me indicou o Drauzio.

Por vergonhoso que possa parecer, dez anos depois de formado, nunca me havia ocorrido refletir sobre a finalidade de minha profissão. Para que serve a medicina? Se me perguntassem, provavelmente teria respondido ingenuamente que ela existia para curar pessoas, ignorando diabetes, hipertensão, reumatismo,, os derrames cerebrias e tantas enfermidades crônicas. Pior, sem levar em conta sequer os doentes incuráveis que me procuravam.


Fora uma excelente escolha e agora lerei todos os livros deste magnífico homem. Drauzio Varella narra sua experiência como um dos primeiros médicos a cuidar de pacientes com câncer em uma época que evitava-se até mesmo mencionar o nome da doença, época na qual os pacientes terminais simplesmente eram mandados embora porque não havia mais nada que poderia ser feito.

No decorrer de sua obra, o autor narra casos nos quais podemos ver como tanto o médico, como o paciente ou família do paciente lidam com a aproximação da morte, e como é que diante da face da única certeza da vida é que as pessoas encontram forças para começar a viver. Ele é super inteligente e conhece realmente a fim sobre a alma humana. O livro é narrado com cada capítulo sobre um história diferente, sendo bastante interessante e comovente ao mesmo tempo.

Dois momentos específicos me agradaram na obra: o momento no qual o autor “descobre” o objetivo da carreira médica (e que lição para tantos jovens estudantes de medicina que só buscam “status” ou dinheiro!) e quando um certo paciente fala que daria de tudo para dar um pulo igual ao que seu empregado deu ao saltar os degraus do seu quarto.

Nesse sentido, o exercício da oncologia é uma lição permanente de humildade. 

Drauzio Varella se mostra um excelente autor e um médico excepcional. Gostaria muito de conhecê-lo pessoalmente e espero ainda ter essa oportunidade, pois me emocionei muito com sua obra e confirmou mais uma vez a minha profissão. Não sei se esta será a minha área, porque terei que ter muita calma e coragem , pois é muito triste e ingrata essa doença, mas acompanhar os pacientes deve ser a coisa mais bacana do mundo. Apenas chorei muito no último capítulo. =/ 

[Resenha] ‘Não Conte a Ninguém’ – Harlan Coben

Livro: Não Conte a Ninguém
Autor: Harlan Coben
Editora: Sentaxe
Páginas: 256
Ano: 2009

Sinopse: David Beck e sua esposa Elizabeth comemoram o aniversário de seu primeiro beijo quando uma tragédia interrompe o clima de romance: Elizabeth é brutalmente assassinada. O caso acaba sendo resolvido e o assassino, condenado. No entanto, David não consegue superar a morte de Elizabeth. Depois de oito anos, ainda se lembra de todos os detalhes. Mas é no dia do aniversário de morte de Elizabeth que a história realmente começa. Uma estranha mensagem aparece no computador de David, uma frase que somente ele e a esposa conhecem. De repente ele depara com o que parecia impossível – em algum lugar, de alguma maneira, Elizabeth está viva. Ele é advertido para que não conte a ninguém e envolve-se em um sombrio e mortal mistério, sem saber que já está sendo seguido por alguém que o tentará deter antes que descubra toda a verdade. 

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A procura de um livro qualquer, andando pelo Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais, me deparei com Não Conte a Ninguém, que foi uma leitura comovente e bastante envolvente ao ler. Harlan Coben literalmente conseguiu me cativar e eu fiquei atento a todas as páginas do livro e até deixei de almoçar algumas vezes, pois a leitura é muito boa.

A história se baseia na vida de David Beck que acidentalmente caia em uma perseguição que parece não ter saída. Isso tudo porque ele e sua esposa, todo ano comemoram o aniversário do primeiro beijo do casal (me deu preguiça essa parte , mas tudo bem). Eles sempre comemoravam a data no mesmo local. Nesse dia, foram surpreendidos por um serial killer que golpe-a David que caiu no lago, inconsciente e rapta Elizabeth que foi brutalmente assassinada.

Num determinado dia, David recebe um e-mail, supostamente enviado por sua esposa, que teoricamente está morta. Ao mesmo tempo, são encontrados dois corpos enterrados, perto do Lago Charmaine, aonde David e Elizabeth foram atacados. Junto aos corpos localizados encontra-se o taco de beisebol utilizado pelo serial killer para atacar David.

David não consegue superar a perda de Elizabeth. Começa a se perguntar se Elizabeth estaria viva? Quem seria a pessoa que está enviando os e-mails? Por que ela simplesmente não aparecia?

Após a localização dos corpos no local do crime de Elizabeth, David passa a ser o principal suspeito do assassinato da esposa. Então ele precisa descobrir quem está enviando os e-mails e ainda provar sua inocência, ao mesmo tempo que foge da polícia para não ser preso. Porém, ele não pode contar a ninguém sobre os e-mails. É uma trama envolvente, pois David a cada hora esta em um lugar, sentimos o que ele está sentindo, pois o livro é escrito em primeira pessoa. 

Nesse momento, David conta apenas com a ajuda de um traficante chamado Tyrese, pai de um paciente seu. Uma história envolvente que inclui amor, traição e vingança, Harlan (autor famoso por tramas policiais) com certeza surpreendeu. Em quem podemos confiar? O final é ainda mais eletrizante! Você precisa de ler. 

Em 2006 – o livro – foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor. Ne le dis à personne é um filme dirigido por Guillaume Canet (Laços de Sangue). 

A história de um menino e o seu grande sonho em ser médico

Todas as vezes que eu ouço essa palavra – MEDICINA meu coração acelera mais rápido e na minha mente fico imaginando meu futuro próximo. Antes mesmo deu decidir a minha futura profissão, quando as pessoas me perguntavam o que eu iria ser, minha mãe sempre me cortava e falava: “Futuro cirurgião plástico do Brasil. Vai esticar a mamãe toda”. Eu achava engraçado e nem ligava. Mas como todos sabem, coração de mãe é forte e tem razão.

Quero ser médico porque eu amo ajudar as pessoas, principalmente os idosos, que são as melhoras pessoas para aqueles que desejam jogar conversa fora em um tarde ensolarada. Todas as vezes que vou na casa da minha avó fico um tempão conversando com ela e sempre levo um pequeno agrado, pois ela é bastante carente.

Fico sempre me imaginando vestido de jaleco, andando pelos corredores sombrios dos hospitais e contando histórias para os meus netos sobre meus pacientes. Sei que ainda falta muito tempo para isso, mas se depender de mim farei de tudo para ter essa conquista.

Muitos querem medicina. Poucos tem a ética de um médico.

Não posso esquecer de revelar que as séries médicas influenciaram bastante para eu tomar essa decisão. Grey’s Anatomy, House e Private Practice são ótimos exemplos sobre isso e que eu acompanho fielmente. Ainda pretendo ver a série ER, que também mostra realmente como é a profissão médica, tanto pelo lado bom quanto pelo lado ruim. Não tenho medo de ver cirurgias e adoro ver os órgãos do corpo humano, principalmente o coração que é o mais bonito de todos eles. I love blood!

Sei que vai ter vezes que vou pensar que é muito difícil, muitos vão dizer para eu desistir, mas eu quero isso e não vou mudar. Quero voltar aqui nesse mesmo blog e mostrar a minha conquista relembrando esse post que eu fiz em homenagem a essa profissão que eu tanto amo. Sei que o caminho não vai ser fácil, mas só a vontade de estar lá na frente já supera qualquer barreira. Nossa, o clichê baixou em mim agora hein? Rs! Mas é a realidade.

E você? Deseja ser médico (a) ou tem medo de sangue? Deixe seus comentários!

Sejam Bem-Vindos!

Olá pessoal! Meu nome é Arthur de Melo Barbosa, tenho 17 anos e como a maioria das pessoas que me conhecem,  sabem que meu sonho é cursar Medicina na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Criei esse blog em homenagem a uma das profissões mais lindas do mundo.

Aqui você além de encontrar novidades sobre a área médica, falarei de séries, livros, filmes e muito mais. Seja bem-vindos ao MedCine! =)